Opinião

Quando o cliente compra, escolhe a sua marca?

Em mercados saturados e de grande procura, não basta sermos excelentes, temos de ser únicos. Esta singularidade consegue-se através da integração do conhecimento de mercado com visão estratégica, no modelo de negócio, estratégia, marca e portefólio, inovação e vendas.

segunda-feira, 24 outubro 2022 11:40
Quando o cliente compra, escolhe a sua marca?

Para sermos únicos, temos de adotar uma abordagem centrada em especialização – se tentarmos ser tudo para todos, acabamos por não ser nada para ninguém. Grande parte dos negócios, hoje em dia, têm um enorme potencial de entregar uma oferta completa e única, mas caem na tentação de trabalhar várias vertentes fora do core business e desfocam a atenção para temas secundários.

A tecnologia deve permitir a mudança, mas não conduzi-la. A transformação digital, a inteligência artificial (IA), os chatbots, a realidade aumentada e outras ferramentas que o digital proporciona são peças importantes para o desenvolvimento das organizações, mas não devem desviar o foco da empresa: criar valor através da construção de marca e ativação de vendas.

Coloque o seguinte cenário: Se a sua empresa produzir canetas, o seu foco deverá estar na definição de um posicionamento e na criação, entrega e comunicação de uma oferta relevante para o seu mercado-alvo. Deverá avaliar e desenvolver a sua performance no mercado, alcançar uma maior quota e consequentemente mais vendas. Acima de tudo, entregar uma oferta mais competitiva do que os seus concorrentes. Todas as outras "distrações" devem ter em consideração a gestão de recursos: fará sentido trabalhar internamente aspetos que não o core da empresa, ou externalizar ferramentas e processos para parceiros especializados, como a logística, distribuição, entre outros.

Por exemplo, se quiser desenvolver as vendas por meio digital, para alcançar mercados internacionais, deve colocar a questão se valerá a pena desenvolver um projeto exclusivamente interno e/ou considerar a entrada em marketplaces. A criação de um projeto interno exige a alocação de recursos humanos internos (colaboradores) e externos (consultores / agência), um budget anual específico – o que envolve custos e investimentos próprios, consumo de tempo na utilização e gestão, assim como da promoção associada.

Por outro lado, com alternativas como a Amazon por exemplo, o retorno face ao investimento não seria melhor? Em contextos como estes, terá é de garantir que apresenta uma proposta competitiva e conveniente ao cliente final.

Não devemos desvalorizar os avanços tecnológicos ou o momento de transição digital dos negócios. Mas, de igual modo, será importante não valorizarmos essas tendências em demasia. Devemos sim garantir que somos os melhores naquilo fazemos, na gestão da marca e na experiência de compra do cliente.

O novo cenário económico e social merece uma reflexão sobre o state of the art das empresas, pelo que recomendamos uma avaliação do seu posicionamento competitivo, para ter a certeza de que quando o cliente compra, escolhe a sua marca.

 

Rafael Cerveira Pinto, managing partner da Squadra 

 

Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

bt nl

2050.Briefing

O Outdoor Honesto

À Escolha do Consumidor

Edições Especiais

Assinatura Mensal
Edição MensalE-paper

Facebriefing